quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não fui eu, mas lamento profundamente...

Não fui eu mas lamento profundamente só o desprazer que tenho em presenciar certas coisas.

Hoje no caminho para casa, e quase sempre faço o caminho a pé, não tenho paciência para o para-arranca e gosto de caminhar, contemplar o final do dia com o sol ou com a chuva. 
Numa rua, onde há lugar para estacionar os carros de ambos os lados e ainda há duas vias para os carros circularem, vi uma jovem, em plenos berros ao telemóvel, os berros eram de uma angústia e desespero que já não dava para aguentar mais. 
As frases que apanhei foram: "Estás a tirar-me do sério" e "Não posso contar mais contigo"

As lágrimas corriam-lhe pelo rosto abaixo, no final da chamada, verifiquei que levou as mãos à barriga e notei que estava grávida, procurava um sinal que lhe indicasse que não estava sozinha neste mundo.

Pergunto o porquê de as pessoas não dialogarem?

Espero que tenha sido uma triste discussão que nunca devia ter acontecido e desejo as maiores felicidades a esta jovem e a este ser indefeso que não pediu nada. 

PS: Acho que não há imagem para isto e se houvesse seria uma das mais tristes que vi até hoje.

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